terça-feira, 4 de novembro de 2008

É O TIME DA VIRADA...

Salve amigos vascaínos,

A vitória sobre o Flu nos deu mais uma “sobrevida” neste campeonato. O jogo não foi dos melhores, porém a raça foi novamente elemento pesado na balança vascaína. Se analisarmos as últimas três partidas, matematicamente - como gostam alguns companheiros de imprensa - o Vasco ganhou sete dos nove pontos disputados. Isso é maior que média de campeão. Se continuarmos nessa “balada”, permaneceremos no local que nos é devido. Em contra partida, se existe um time que com dívidas na segundona, esse time é o Fluminense, que subiu pela porta dos fundos (pimenta nos olhos dos outros...).
Votando ao que realmente nos interessa, a única coisa que me deixou com um gosto amargo foi o empate com o fraquíssimo Atlético Paranaense na colina. Isto não pode acontecer novamente! Nessas horas, vemos que nosso elenco é pobre e que não podemos sair afoitos para cima de ninguém, senão vamos perder pontos preciosos. Temos que ter calma e sempre jogar nos contra-ataques, seja contra o São Paulo ou um Ipatinga qualquer da vida (esse nós já jogamos e eu não gosto nem de lembrar). Agora, de certa forma o Renato ta certo! Tentar resolver o problema de um time que não teve sequer pré-temporada (já que estávamos fazendo as vontades do “jogador – treinador e estátua” lá no oriente lembram?) - faltando cinco rodadas para o final da competição é suicídio. Vamos continuar assim, com os pés no chão ganhando de um a zero no final do jogo e dando bico pro mato.
Não adianta também ficar culpando Eurico ou Roberto nesse momento. Já que o primeiro não está mais lá (graças a Deus!), e o segundo ainda não teve tempo de mostrar seu serviço. Se nós aceitamos o Eurico no poder durante anos - fazendo contratações de quinta categoria, perdendo campeonatos para nosso maior rival, saindo da copa do Brasil pra Baraúnas - podemos ter um pouco mais de paciência e deixar Roberto, que é nosso maior ídolo, tentar colocar a casa em ordem, ou não? Sem contar que se o Vasco cair esse ano, está vergonha vai pra conta do senhor Eurico, que contratou essas “barangas” e ficou fazendo dois anos as vontades de um jogador em final de carreira, que nem torce por nosso time (isso é fato declarado). Vamos sim, unir força para o Vascão não cair e voltar a disputar títulos!
Por falar em títulos, torci pro Massa neste Domingo, mas fiquei feliz também com a vitória da Hamilton, primeiro negro e mais jovem piloto a ser campeão da Formula1. Provando que “os seca pimenteiras” que plantão e “gozadores de araque” não estão com nada. Parabéns Campeão!! Sua história se converge com a do nosso clube, que também foi o primeiro a aceitar negros no futebol e com eles sagrou-se campeão! Obrigado CQC, por fazer propaganda gratuita mundialmente do nosso Vascão. A Flapress se lascou!!!
Esse tipo de vitória - à 500 metros do fim - faz a gente acreditar que não importa o tempo nem o momento com força e um pouco de sorte (isso nós provamos que temos é só lembrar: virada na final da Mercosul ; classificação na semi-final da Libertadores ; gol do Cocada na final do Carioca e por aí vai...) nós vamos gritar no caldeirão:
ÔÔÔ! VAMOS FICAR VASCO! VAMOS FICAR VASCOOOÔ!!!
ÔÔÔ! VAMOS FICAR VASCO! VAMOS FICAR VASCOOOÔ!!!

Abraço a todos,
Marcelo Toni

Coluna publicada no site: www.supervasco.com

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Estamos de volta

Após alguns meses vou tentar reeditar o blog!
Foi complicados esse ano mas gratificante.
Eu formei ,casei e nasceu Sophia - nosso anjo, a coisa mais linda de nossas vidas.
Voltarei a postar colunas, matérias e o que der no blog.
O dura vai ser ter que escrever sobre o rebaixamento do Vasco!!
Mas é uma realidade cada vez mais forte!!
Nem tudo nessa vida é perfeito...
Graças a Deus!!!
Abraço a todos,
Marcelo Toni

segunda-feira, 12 de maio de 2008

COMEÇOU O BRASILEIRÃO 2008


e começou daquele jeito...
Vitória do Fla e do Bota, empate do Flu e derrota do Vasco ( pior jogo dos últimos tempos). O Flamengo venceu e convenceu - pena que não tinha ninguém na arquibancada para ser convencido - o Placar do jogo foi 3 x 1 contra o Santos.
Já o Botafogo jogou com o time misto e venceu o Sport Recife por 2 x 0. Esse Botafogo promete dar trabalho!!!
O Fluminense foi a BH com sua garotada e arrancou um empate com o fraco time do Atlético Mineiro. Se o Galo não der um jeito vai brigar na zona da degola. Se cuida Geninho!!!
Qual foi o melhor jogo da rodada eu não sei ( Tivemos um Portuguesa 5 x 5 Figueirense ), mas o pior foi Vasco 0 x 1 Inter. No primeiro tempo não tivemos nenhum chute a gol. Mas aos dois minutos, o Inter fez o gol da vitória de cabeça. O Vasco só resolveu partir pra cima nos 10 min finais de partida e ainda perdeu 2 gols feitos com o magnífico "chileno de Nova Lima".

Os outros resultados são:


Vitória0 x2 Cruzeiro

São Paulo 0 x1 Grêmio

Náutico2 x1 Goiás

Coritiba2 x0 Palmeiras

Ipatinga0 x1 Atlético-PR

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Água No Choop dos Campeões










Após alguns meses sem postar, volto a reativar o Blog falando sobre as derrotas dos brasileiros ontem na Libertadores da América. O que aconteceu com o Flamengo? Entrou em campo com pinta de já ganhou e foi derrotado de forma vergonhosa. Isso mesmo, não temos outro adjetivo para usar. O Flamengo não jogou nada, parecia que ainda comemorava o título de domingo contra o Botafogo. E a bela vitória do final de semana foi ofuscada pelo amarelo da América do México. Ainda bem que Joel Santana aceitou a proposta da África do Sul. Imagina se ele resolve ficar - por amor a trabalho, pelos jogadores, ou por qualquer outro motivo - e Flamengo além de sair da libertadores, perde uns três jogos seguidos no Brasileirão? O mesmo Joel aclamado e "emplacado" do Maracanã de ontem, fatalmente sairia pelas portas do fundo.




Já o Cruzeiro, desde a classificação heróica do Boca sabia que teria dificuldades. Aqui na parte de Baixo da América quem tem o Boca como Time não vai a Roma, mas sempre dá um jeito de ir ao Japão!!!
Abraço a todos

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Cartão Magnético substituirá vale-transporte em Juiz de Fora


A nova tecnologia substituirá, gradualmente, o vale-transporte de papel, os passes e documentos de gratuidade. Os dois processos vão operar simultaneamente, até a bilhetagem eletrônica substituir o papel, passando a ser utilizados apenas os cartões e dinheiro. Para o Presidente da Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros (Astransp) Fernando Goretti, “a nova tecnologia trará vantagens para usuários, empresas, funcionários e gestores do transporte”. A implantação da bilhetagem eletrônica em Juiz de fora será por categorias. Ainda em outubro, começa o cadastramento dos três mil funcionários do sistema, que serão também os primeiros a testar o uso dos cartões inteligentes. A partir de novembro, passam a ser cadastrado o usuário beneficiado com a gratuidade. O estudante, Rafael Guimarães, aprova a idéia da substituição do sistema, “pois trará mais comodidade e os cartões de estudante deverão ter valores diferenciados dos normais”, ressalta Rafael. Os cartões serão divididos em modalidades: Passe Fácil Comum Não necessita de cadastro do usuário; Passe Fácil Idoso, Passe fácil Estudante e Passe Fácil Deficiente cartão com foto; Passe Fácil Livre cartão que dará acesso gratuito às seguintes categorias: Funcionários da Gettran; Policia Militar; Oficiais de justiça, fiscal municipal, auditor fiscal e funcionários dos correios cartão com retrato e que dará direito ao trabalhador somente em horário de serviço. O acesso aos ônibus será pela porta traseira para todos os passageiros, “o que garante mais visibilidade e segurança”, explica Goretti.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Guia de Downloads para baratear seu PC.






No Brasil não faltam discos rígidos prontos para serem preenchidos. Foram 7 milhões de computadores vendidos só nos primeiros nove meses deste ano. Nos últimos três meses, pela primeira vez, a venda para usuários domésticos superou a de máquinas corporativas. Os números são da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) para o mercado brasileiro. O recheio para tantas máquinas saindo da fábrica pode ficar mais barato. Isso sem abrir mão de qualidade e de variedade. O famoso download pode ser feito em depósitos populares, nos quais a avaliação de outros usuários ajuda a encontrar o programa que você procura. Os filtros (por tipo de licença, relevância, sistema etc.) são fáceis de utilizar.



Como melhorar a Organização

Baixar os programas da internet para seu micro demanda tempo. O usuário pode se valer de um gerenciador de download. Tais programas prometem acelerar a transferência, ajudando na organização, fazendo serviços agendados e continuam baixando arquivos cujo processo de recebimento tenha sido interrompido de forma anormal. Mas não basta só cuidar de como você recebe o conteúdo é preciso estar protegido contra as ameaças. Na carona de um programa útil, podem estar softwares maliciosos. Por isso, além de certificar-se da credibilidade das fontes, o usuário deve sempre ter um antivírus instalado. Nada disso adianta se os programas ficarem perdidos pelo disco rígido. Uma saída é baixar programas com interfaces agradáveis para vasculhar seu micro; há também opções que adicionam buscadores poderosos ao computador.


Crie pastas para receber os arquivos da internet

Crie uma pasta dedicada a receber os programas por download. Dessa forma, é mais fácil encontrar onde estão os arquivos de instalação baixados ou gravar downloads importantes em uma mídia externa. Para criar um diretório no Windows XP, entre no ícone Meu computador, na área de trabalho do sistema operacional. Se quiser a pasta com os downloads fique na área de trabalho, selecione o diretório Desktop. Na barra do lado direito, selecione a opção Criar nova pasta. Quando você baixa um programa direto do navegador, uma janela se abre e pergunta o endereço em que o programa será guardado. Selecione a pasta criada para isso. Para gravar uma imagem da internet, basta clicar com o botão direito do mouse sobre ela e escolher a opção Salvar imagem como. Se fizer downloads de muitos tipos diferentes de arquivos como música, imagens, programas etc, vale a pena criar pastas para os tipos de documentos mais comuns recebidos. Para gravar uma imagem da internet, basta clicar com o botão direito do mouse sobre ela e escolher a opção Salvar imagem como. Programas com nomes semelhantes podem causar problemas, Setup é comum. Para não se confundir, na hora do download existe a opção de criar uma nova pasta. No alto da janela que se abre, ao lado da seleção do diretório, há um ícone de um arquivo com uma pequena estrela. Passando a seta do mouse por cima desse desenho, o usuário vê a descrição Criar nova pasta. Nesse caso, escolha como nome algo que identifique o programa que você está baixando.


Softwares para agilizar busca

O Copernic Desktop Search (http://www.copernic.com/) cria uma barra de acesso no desktop que encontra arquivos mais rapidamente do que a pesquisa do Windows. A busca pode ser feita por tipo de documento mesmo e-mails do Outlook e Thunderbird, entre outros clientes nas opções expandidas. No site, ainda há a versão de teste de um soft que permite fazer busca no PC usando um celular.


Gerenciadores tornam atividade mais produtiva

Existem bons programas para facilitar o download. Além de organizadores dos arquivos copiados da internet, eles aceleram a transferência. Esses softwares também conseguem retomar uma transmissão interrompida por desligamento da máquina ou por erro do usuário. Dessa forma, aquilo que já foi copiado para o computador não se perde.


Pacote para escritório cria arquivo PDF

Não ocupa muito espaço nem exige muita memória de seu computador. Criar um arquivo PDF no BrOffice é fácil. Basta clicar em um ícone, que fica embaixo dos menus, com o símbolo do formato e salvar o documento como se faz normalmente. Usuários avançados podem instalar extensões (extensions.services.openoffice.org). Por exemplo, uma que integra o editor de texto a blogs, para a criação de posts com os recursos do Writer.


Programas caros, como os editores de imagens, podem ser
substituídos


É cada vez mais comum o desenvolvimento de freewares poderosos e complexos. As ferramentas para a manipulação de imagens, como o Gimp (gimp.org). Com vários recursos avançados e mais de cem plugins disponíveis, é uma boa alternativa ao Adobe Photo-Shop. Entre os editores de gráficos vetoriais, que buscam substituir o Adobe Ilustrador, destaca-se o Inkscape (inkscape.org). Animações em 2D com imagens vetoriais podem ser criadas com o Synfig (synfig.org). O blender (blender.org) é uma das mais conceituadas e completas soluções para trabalhos com gáficos tridimencionais. O editor de imagens Paint.NET (http://www.getpaint.net/) foi eleito um dos cem melhores produtos deste ano pela “PC World”. O programa possui recursos de camadas. Mas o mais impressionante é o histórico de ferramentas usadas. Ele promete guardar todas as ações feitas durante o processo de edição, as ações ficam separadas por ícones que representam as ferramentas. Dessa forma, o Undo permite voltar atrás em todas as ações tomadas pelo usuário. Bem mais simples, o IrfanView (http://www.irfanview.com/) serve para visualizar imagens. Ele realiza edições básicas como mudar o tamanho ou rotacionar uma foto e possui alguns efeitos sofisticados.



Armazéns têm ranking social e busca detalhada

Grandes armazéns de software são fáceis de navegar. O brasileiro baixaki.ig.com.Br é um bom exemplo. A sua página inicial apresenta dicas de forma bastante clara. Na barra laranja, no alto, existem categorias. Cada uma possui uma organização semelhante à inicial, mas com destaques restritos ao seu tema. Usando a caixa de buscas, o site procura programas que tenham as palavras escolhidas em sua descrição. O superdownloads.uol.com.br também é um armazém completo, mas com uma interface mais confusa que o Baixaki e ele tem mais recursos, mas lotam a tela. É possível listar os programas por uma ordem baseada na média das notas sociais. Em inglês. A http://www.softpedia.com/ espanta pela quantidade de programas adicionados a todo o momento, a maior parte é totalmente dispensável. O mérito do site é um adesivo que garante que o programa foi testado contra vírus e spywares, o que da segurança na hora do download. O sourceforge.net é uma comunidade de projetos em código livre. É voltada para desenvolvedores, mas o usuário encontra bons programas por lá.



Softwares de proteção estão entre os mais populares e
necessários

Encher o disco rígido de presentes gratuitos da internet pode sempre resultar em uma surpresa desagradável. Por isso, é importante ter sempre um antivírus, um anti-spyware e um firewall atualizados, Procure baixar programas de fontes conhecidas e com credibilidade. A Grisoft (free.grisoft.com) possui um dos antivírus gratuitos mais populares, o AVG o programa mais baixado no site Download.com. Outro antivírus gratuito bastante utilizado é o Avast Home Edition (http://www.avast.com/). No Download.com está outro programa de proteção. O anti-spyware gratuito Ad-Aware 2007 (www.lavasoftusa.com/products/ad_aware_free.phd), que, tem uma avaliação de quatro de cinco dos usuários. O Spybot – Search & Destroy (www.safer-networking.org/pt) também é uma boa opção de anti-spyware para usuário doméstico. A Zone Alarm (http://www.zonealarm.com/) possui um popular firewall gratuito.


Software livre tem espaço profissional

Parte dos desenvolvedores dos softwares livres trabalha por prazer e em busca de conhecimento, com esse tipo de programa, que pode ser distribuído e alterado de graça. Na infra-estrutura de tecnologias da informação, como servidores e sistemas operacionais, softwares livres como o Linux e o Web Apache são comuns. Atualmente, a USP está instalando o Centro de Competência em Software Livre, que terá prédio próprio. Entre os objetivos, está a prestação de assessoria na área para pessoas comuns, empresas e órgãos públicos.



BitTorrent é opção para compartilhar arquivos na rede

Um dos meios mais populares e eficientes de conseguir conteúdo gratuito na internet é o BitTorrent, um protocolo utilizado para compartilhamento de arquivos ponto a ponto. Nele, o arquivo a ser distribuído é dividido em pequenas partes. Assim que uma delas é baixada para o seu computador, ela já se torna disponível para que outros façam o mesmo. Isso acelera a velocidade dos Downloads, pois não é necessário ter o arquivo inteiro para compartilhá-lo. Para fazer os Downloads, é necessário instalar um programa cliente, como uTorrent, (Windows; utorrent.com), Transmission (Mac e Linux, entre outros; transmission.m0k.org), Azureus (Windows, Mac, Linux; azureus.sourceforge.net). Alguns browsers, como opera (opera.com), são compatíveis com BitTorrent. Após instalar o cliente, configure-o de acordo com a conexão. No uTorrent, basta acessar o menu Options e selecionar Speed Guide. Em connection Type, selecione a velocidade de sua conexão, e o programa fará uma configuração automática. Sites úteis para achar conteúdo para download são btjunkie.org, isohunt.com, mininova.org, torrentspy.com e torrentz.c

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Casarões da corte de Dom João 6º estão em ruína no Rio










Falta incentivo dos governos municipal, estadual ou federal para preservação. Só 8 dos cerca de 150 imóveis que serviram de moradia para membros as corte registrados no Arquivo Nacional estão de pé.
DA SUCRUSAL DO RIO – publicado na Folha de São Paulo, 07 de outubro de 2007.
Uma parte da historia da vida da corte real portuguesa para o Brasil – que completa 200 anos em 2008 – está desabando pelas ruas do Centro do Rio. Apenas 80 dos cerca de 150 imóveis que serviram de moradia para membros as corte registrados no Arquivo Nacional permanecem em pé. Destes, só dois contam com verbas públicas e os outros estão com a estrutura comprometida pela falta de preservação, segundo o Crea-RJ (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). Com a ajuda de historiadores, arquitetos e pesquisadores, a Folha localizou oito imóveis – sete no Centro do Rio – que, há 200 anos, foram o endereço de nobres portugueses que vieram nas primeiras embarcações da corte de Portugal. As casas, segundo o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), são “testemunhas” da época. Com exceção do Paço Imperial e da Quinta da Boa Vista, que abrigaram a família real e viraram museus, nenhum dos imóveis tem incentivo dos governos municipal, estadual ou federal para preservação. Na lista, há o palacete de um dos ministros de Dom João 6º, um casarão de um nobre da corte e casas que serviam de comércio e moradia para comerciantes portugueses. As 150 casas que receberam os portugueses, contabilizadas nos registros de 1808 do Arquivo Nacional, estavam entre as mais nobres da cidade na época. Elas foram desapropriadas por determinação de Dom João 6º para abrigar os nobres que chegaram junto com a família real. O registro de entrada de estrangeiros no Rio de 1808 contabiliza que 444 pessoas desembarcaram na cidade naquele ano. Mas, historiadores já chegaram a apontar entre 5.000 e 15 mil os números de acompanhantes da família real.




“Restou pouco da arquitetura daquela época. Acho isso um absurdo. Há casos clássicos, como o de Paris, em que o centro se desenvolveu, mas a parte histórica foi mantida”, diz o historiador Milton Teixeira. Essa preservação, segundo a lei, deveria estar sendo feita pela Prefeitura do Rio e pelo governo federal, por meio do Iphan. O artigo 350 da Lei Orgânica do Rio de Janeiro diz que “integram o patrimônio cultural do município os bens móveis, imóveis, públicos ou privados, de natureza ou valor histórico, arquitetônico [...] no território municipal, cuja conservação e proteção sejam do interesso público”. A proteção dos imóveis históricos também é prevista em âmbito federal. A Constituição prevê, no artigo 23, que os governos municipal, estadual e federal devem “impedir a evasão, a destruição e a descaracterização [...] de outros bens de valor histórico [...]”. O superintendente do Iphan no Rio, Carlos Fernando Andrade, diz que falta, também, incentivo da iniciativa privada para investir nos imóveis, já que muitos deles são privados. Ele afirma que, de R$ 145 milhões em projetos de patrimônio histórico no Rio em parceria com empresários que ele conseguiu para um período de dois anos. O Iphan só conseguiu captar R$ 30 milhões, mesmo com uma renúncia fiscal de até 4% dos impostos do governo federal para os projetos. Em 2008, o Rio terá uma série de eventos para celebrar os 200 anos da chegada da família real no Brasil. O início oficial será em março com a reabertura da Igreja da Antiga Sé. Antes, em fevereiro, será lançada a reedição do poema “La Henriade”, de Voltaire, de 1812. Em abril, será a vez do “Dicionário do Brasil Jeanino”, com 120 verbetes escritos por especialistas sobre a época, e, em setembro, da edição ampliada da “Bibliografia da Impressão Régia”.




Há ainda o musical, exposição, filme sobre Dom João 6º e uma peça na praça 15. A mudança da família real e da corte portuguesa para o Brasil foi devido à política expansionista do imperador francês Napoleão Bonaparte. O principal inimigo de Napoleão era a Inglaterra. Em 1806, o imperador francês decretou o Bloqueio Continental, obrigando todas as nações da Europa continental a fecharem seus portos ao comércio inglês. Pretendia enfraquecer a Inglaterra, isolando-a de seus mercados consumidores e de suas fontes de abastecimento. O príncipe regente Dom João governava Portugal porque sua mãe, a rainha Dona Maria 1ª, sofria das “faculdades mentais”. Ele era pressionado por Napoleão a fechar os portos portugueses ao comércio inglês, mas o país dependia economicamente da Inglaterra. Os ingleses eram fornecedores dos produtos consumidos em Portugal e também compradores das mercadorias portuguesas e brasileiras. O embaixador inglês em Lisboa, Lord Percy Clinton Smith, o Visconde de Strangford, conseguiu convencer Dom João a transferir-se com sua Corte para o Brasil. Desse modo, os ingleses garantiam o acesso ao mercado consumidor brasileiro.
O Tratado de Fontainebleau, estabelecido entre a França e a Espanha em outubro de 1807, apressou a decisão de D. João de abandonar a metrópole. França e Espanha anunciaram por ele a repartição de Portugal e suas colônias, inclusive o Brasil. Em 1807, Dom João e sua família partiram para o Brasil. No dia seguinte, as tropas francesas invadiram Lisboa. A dificuldade em encontrar em pé resquícios de uma história que completam 200 anos em 2008 – a vida da corte portuguesa ao Brasil – deve-se também às mudanças arquitetônicas sofridas nas construções cariocas no século 20, diz o arquiteto Francisco Veríssimo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).




Um dos autores do livro “Arquitetura no Brasil, de Cabral a Dom João VI”, lançado no dia 18 de setembro, Veríssimo afirma que a Revolução Industrial e as renovações de estilo da década de 1920 reconfiguraram as construções do Centro do Rio. Antes dessas intervenções, as casas, segundo ele, não seriam estilo específico, mas eram normalmente em madeiras com cores vibrantes, como amarelo e azul del rey, nas esquadrias. Boa partes delas servia também às atividades comerciais de seu moradores, por isso tinham portas largas e altas. “Quase todas as casas tinham portas bem grandes porque sempre funcionava algum tipo de comércio no primeiro andar. Até por isso o centro do Rio começou a se transformar em um centro comercial”, diz Veríssimo, lembrando que hoje essa arquitetura se conserva basicamente em cidades com centros históricos, como o de Paraty, no sul fluminense.No Rio, um remanescente desse estilo, segundo o arquiteto, reside na fachada de um imóvel na rua do Riachuelo, na Lapa (centro do Rio). Nos imóveis que têm respaldo financeiro de órgãos públicos, essas características conseguiram sobreviver ao tempo. Um deles é o Passo Imperial. Casa principal da família real, o casarão, na Praça 15, hoje funciona como museu e centro cultural e tem a sua fachada original mantida. Apesar de ter verba federal e ser tombado, a Quinta da Boa Vista, que foi a segunda casa da família real no Brasil e onde hoje funciona o Museu Nacional, ainda pena com a falta de conservação de sua estrutura, diz o historiador Milton Cunha. “[A Quinta da Boa Vista] está em petição de miséria, caindo aos pedaços. A obra que o Iphan vez há pouco tempo lá foi fachada”, afirma Cunha.