quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Materia do jornal Laboratório


S.O.S!
Mata Atlântica por um Fio.
Além da Mata do Krambeck, reservas estão ameaçadas.

Na terceira audiência pública da Câmara Municipal sobre a construção de um condomínio fechado na Mata do Krambeck, a Universidade federal de Juiz de Fora(UFJF), apresentou um projeto para transformar a área ambiental em um jardim botânico. Com isso, a mata, que é de propriedade particular, pode vir a ser preservada através dessa iniciativa.
Porém, ainda é pouco para salvar o resquício de mata atlântica que ainda circunda o espaço urbano na cidade. Segundo o presidente da Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora – AMAJF – Theodoro Guerra, “o caso da mata do Krambeck pode ter um final feliz, mas outras regiões de áreas ambientais estão em situações precárias. E na maioria das vezes por causa da especulação imobiliária”, afirma Guerra. Ele cita um exemplo de duas regiões onde o setor imobiliário é o grande responsável pela destruição de reservas ambientais: “no Morro do Imperador não dá para delimitar onde é espaço urbano e reserva florestal por causa da construção de condomínios. No futuro, temo que isso venha acontecer também com o Parque da Lajinha”, afirma Guerra.
As reservas de Santa Cândida e Poço Dantas – consideradas reservas biológicas – estão sendo alvos de diversas queimadas e loteamentos indevidos. Para Guerra, “isso é mais um problema do poder público”. Outras regiões afetadas na cidade são, as Represas dos Ingleses e João Penido, por causa do descaso e a falta de cuidado; a mata do Salvaterra, área de proteção ambiental, que está muito próxima do aterro sanitário e a mata do Cruzeiro do Sul, que ainda é a mais preservada dentre as citadas.
Segundo o chefe de divisão da Câmara Municipal, Wilian Dias, “nos últimos 10 anos aumentou a emissão de gás carbônico na cidade por causa do desmatamento. Com isso, acontece um efeito dominó; cresce o número de doenças respiratórias, aumenta as filas nos postos de saúde, sem contar com as diversas enchentes, já que Juiz de Fora é uma região montanhosa e as matas não conseguem mais reter as águas das chuvas que descem para as partes mais baixas, provocando inundações”, explica Dias. Para o jornalista e especialista em turismo Miguel Gomide, “deve-se fazer com as outras regiões florestais, o mesmo que estão querendo fazer com a Mata do Krambeck: transformá-las em jardins botânicos; assim, além de preservá-las, transformá-las em áreas de visitação”. Mas, Theodoro Guerra enfatiza: “o poder público deve ter maior vigilância com suas matas em torno da cidade; já regiões particulares, como a do Krambeck, deve-se criar uma lei com incentivo fiscal para que os que detêm essas terras, sejam beneficiados. Só assim, pode haver uma conscientização”.

Nenhum comentário: