S.O.S!
Mata Atlântica por um Fio.
Além da Mata do Krambeck, reservas estão ameaçadas.
Na terceira audiência pública da Câmara Municipal sobre a construção de um condomínio fechado na Mata do Krambeck, a Universidade federal de Juiz de Fora(UFJF), apresentou um projeto para transformar a área ambiental em um jardim botânico. Com isso, a mata, que é de propriedade particular, pode vir a ser preservada através dessa iniciativa.
Porém, ainda é pouco para salvar o resquício de mata atlântica que ainda circunda o espaço urbano na cidade. Segundo o presidente da Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora – AMAJF – Theodoro Guerra, “o caso da mata do Krambeck pode ter um final feliz, mas outras regiões de áreas ambientais estão em situações precárias. E na maioria das vezes por causa da especulação imobiliária”, afirma Guerra. Ele cita um exemplo de duas regiões onde o setor imobiliário é o grande responsável pela destruição de reservas ambientais: “no Morro do Imperador não dá para delimitar onde é espaço urbano e reserva florestal por causa da construção de condomínios. No futuro, temo que isso venha acontecer também com o Parque da Lajinha”, afirma Guerra.
As reservas de Santa Cândida e Poço Dantas – consideradas reservas biológicas – estão sendo alvos de diversas queimadas e loteamentos indevidos. Para Guerra, “isso é mais um problema do poder público”. Outras regiões afetadas na cidade são, as Represas dos Ingleses e João Penido, por causa do descaso e a falta de cuidado; a mata do Salvaterra, área de proteção ambiental, que está muito próxima do aterro sanitário e a mata do Cruzeiro do Sul, que ainda é a mais preservada dentre as citadas.
Segundo o chefe de divisão da Câmara Municipal, Wilian Dias, “nos últimos 10 anos aumentou a emissão de gás carbônico na cidade por causa do desmatamento. Com isso, acontece um efeito dominó; cresce o número de doenças respiratórias, aumenta as filas nos postos de saúde, sem contar com as diversas enchentes, já que Juiz de Fora é uma região montanhosa e as matas não conseguem mais reter as águas das chuvas que descem para as partes mais baixas, provocando inundações”, explica Dias. Para o jornalista e especialista em turismo Miguel Gomide, “deve-se fazer com as outras regiões florestais, o mesmo que estão querendo fazer com a Mata do Krambeck: transformá-las em jardins botânicos; assim, além de preservá-las, transformá-las em áreas de visitação”. Mas, Theodoro Guerra enfatiza: “o poder público deve ter maior vigilância com suas matas em torno da cidade; já regiões particulares, como a do Krambeck, deve-se criar uma lei com incentivo fiscal para que os que detêm essas terras, sejam beneficiados. Só assim, pode haver uma conscientização”.
Mata Atlântica por um Fio.
Além da Mata do Krambeck, reservas estão ameaçadas.
Na terceira audiência pública da Câmara Municipal sobre a construção de um condomínio fechado na Mata do Krambeck, a Universidade federal de Juiz de Fora(UFJF), apresentou um projeto para transformar a área ambiental em um jardim botânico. Com isso, a mata, que é de propriedade particular, pode vir a ser preservada através dessa iniciativa.
Porém, ainda é pouco para salvar o resquício de mata atlântica que ainda circunda o espaço urbano na cidade. Segundo o presidente da Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora – AMAJF – Theodoro Guerra, “o caso da mata do Krambeck pode ter um final feliz, mas outras regiões de áreas ambientais estão em situações precárias. E na maioria das vezes por causa da especulação imobiliária”, afirma Guerra. Ele cita um exemplo de duas regiões onde o setor imobiliário é o grande responsável pela destruição de reservas ambientais: “no Morro do Imperador não dá para delimitar onde é espaço urbano e reserva florestal por causa da construção de condomínios. No futuro, temo que isso venha acontecer também com o Parque da Lajinha”, afirma Guerra.
As reservas de Santa Cândida e Poço Dantas – consideradas reservas biológicas – estão sendo alvos de diversas queimadas e loteamentos indevidos. Para Guerra, “isso é mais um problema do poder público”. Outras regiões afetadas na cidade são, as Represas dos Ingleses e João Penido, por causa do descaso e a falta de cuidado; a mata do Salvaterra, área de proteção ambiental, que está muito próxima do aterro sanitário e a mata do Cruzeiro do Sul, que ainda é a mais preservada dentre as citadas.
Segundo o chefe de divisão da Câmara Municipal, Wilian Dias, “nos últimos 10 anos aumentou a emissão de gás carbônico na cidade por causa do desmatamento. Com isso, acontece um efeito dominó; cresce o número de doenças respiratórias, aumenta as filas nos postos de saúde, sem contar com as diversas enchentes, já que Juiz de Fora é uma região montanhosa e as matas não conseguem mais reter as águas das chuvas que descem para as partes mais baixas, provocando inundações”, explica Dias. Para o jornalista e especialista em turismo Miguel Gomide, “deve-se fazer com as outras regiões florestais, o mesmo que estão querendo fazer com a Mata do Krambeck: transformá-las em jardins botânicos; assim, além de preservá-las, transformá-las em áreas de visitação”. Mas, Theodoro Guerra enfatiza: “o poder público deve ter maior vigilância com suas matas em torno da cidade; já regiões particulares, como a do Krambeck, deve-se criar uma lei com incentivo fiscal para que os que detêm essas terras, sejam beneficiados. Só assim, pode haver uma conscientização”.

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